Existem mais de 60 causas para a
Halitose (mau hálito) onde 90% dos casos são de origem bucal, principalmente
quando existe presença de saburra lingual e alterações na gengiva. É necessário
um bom diagnóstico para que se possa determinar o tratamento de halitose.
No tratamento de halitose, uma das
causas mais comuns do mau hálito, é a diminuição da produção de saliva, essa
diminuição da quantidade de saliva favorece a formação da saburra lingual
(placa esbranquiçada que se forma no fundo da língua), sua composição de restos
proteicos alimentares e salivares, células que se descamam da mucosa bucal e
bactérias.
As causas extrabucais mais freqüentes
do mau hálito são as doenças hepáticas, doenças da orofaringe, tabagismo,
bronco-pulmonares, digestivas, perturbações do sistema gastrointestinal,
diabetes, deficiência de vitamina A e D, intestino preso, estresse e outras
causas diagnosticadas para o tratamento de halitose. Também são fontes de mau
hálito, as próteses mal adaptadas e as restaurações com problemas de
infiltrações, caries etc.
Para se obter sucesso no tratamento
de halitose, é necessária uma investigação inicial que inclui o exame detalhado
da boca, da língua (para verificar a presença de saburra lingual) da parte
dentária, em busca de sinais de higienização precária, gengivites e
periodontite, também se faz necessário o conhecimento de todo o histórico
médico do paciente pelo profissional. Com todas estas informações em mãos será
traçado um planejamento para o tratamento de halitose, e o paciente poderá
ficar livre do mau hálito.
Para se prevenir o mau hálito deve-se
ter cuidado com a alimentação e, principalmente, com a higiene bucal, evitar
excesso de carne gordurosa, fritura, repolho, brócolis, couve-flor, alho,
cebola. Dar preferência ao leite desnatado e ao queijo branco ou ricota, evitar
bebidas alcoólicas e fumo. Evitar jejum prolongado, ou seja, não ficar sem se
alimentar por mais de 3 ou 4 horas, desta forma, o indicado seria fazer uma
refeição leve entre as principais refeições (café da manhã, almoço e jantar).
Deve-se seguir a orientação do
especialista no tratamento de halitose para se obter uma boa higiene bucal e
lingual.
No tratamento de halitose são
indicadas técnicas corretas para a limpeza dos dentes (com escovas e fio
dental) e da língua com limpadores e produtos específicos que existem no
mercado.
Indica-se uma boa freqüência de
ingestão de água por dia, em média de 2 a 3 litros , porém essa quantidade de ingestão de
líquido pode variar de acordo com o tratamento de halitose indicado para cada
pessoa quando já existe a queixa de mau hálito e o paciente procura um
especialista para o tratamento de halitose.
Esclarecendo dúvidas freqüentes sobre Tratamento de Halitose (mau
hálito):
Como é feito o diagnóstico da halitose?
Cada detalhe é vital para diagnóstico
e tratamento de halitose. A halitose não é uma doença e sim um sintoma de uma
possível alteração patológica (ex.: doença periodontal, alterações hepáticas,
etc), variação fisiológica (ex.: menstruação) ou mesmo de um processo
adaptativo do organismo (ex.: jejum prolongado).
Quem são os pacientes com maior tendência a halitose?
Respiradores bucais, pacientes com
sangramento gengival (doença periodontal), saburra lingual, alterações sistêmicas
(por exemplo diabetes, doenças hepáticas, etc), em dieta ou ainda aqueles que
apresentam baixo fluxo salivar.
Como saber se tenho mau hálito e se preciso de tratamento de halitose?
A melhor forma é perguntar a uma
pessoa sobre seu convívio e de confiança se o seu hálito está alterado e ou
costuma ser forte. O portador que é consciente de sua halitose tem um perfil
receoso e angustiado. Há pessoas que apenas acreditam possuir halitose. Para
ambas as situações é importante o exame e um perfeito diagnóstico.
O mau hálito está relacionado a problemas no estomago?
Diversas pesquisas afirmam que apenas
1% das causas da Halitose está associada a problemas gástricos.
Após tratamento de úlcera e gastrite, por que alguns pacientes continuam
com mau hálito?
Problemas gástricos causarão halitose
quando houver refluxo. Segundo pesquisa desenvolvida por equipe
multidisciplinar de gastroenterologistas, otorrinolaringologistas e
periodontistas da Bélgica, 87% das causas da halitose estão localizadas na
região da boca.
Qual é a importância de se realizar o tratamento de halitose?
Além da questão da saúde geral, temos
que lembrar do aspecto social. O indivíduo portador da halitose sofre
discriminação em seu grupo social. Ele é vítima freqüente de distanciamento em
sua relação afetiva. A halitose agride as pessoas que convivem com o portador
privando-o de uma vida melhor.
Por que o portador da halitose não sente o seu próprio mau hálito?
Porque o olfato se adapta ao odor,
por tolerância. O epitélio olfatório rapidamente se cansa ou fadiga, se
acostumando ao odor e falhando na percepção (fadiga olfatória). Em pouco tempo,
o paciente com halitose se acostuma ao próprio mau hálito.
O que é a saburra lingual?
É um material viscoso e esbranquiçado
ou amarelado, que adere ao dorso da língua em maior proporção na região do
terço posterior. A saburra equivale a uma placa bacteriana lingual, micro em
que os principais organismos presentes são do tipo anaeróbios proteolíticos, os
quais produzem componentes de cheiro desagradável no final de seu metabolismo.
É uma película composta de células descamadas, bactérias e detritos alimentares
que aderem à superfície da língua. Ela é responsável por grande parte das
halitoses. O grande desafio é saber por que ela está se formando, pois mesmo
realizando limpeza correta da língua, alguns pacientes poderão continuar
apresentando formação acentuada.
A halitose é fruto de má higiene?
A halitose é um sinalizador de que
algo no organismo não está bem, pois nem sempre a halitose ocorre por falta da
melhor higiene bucal. Um paciente que mantenha boa higiene bucal mas
encontra-se estressado, poderá apresentar um fluxo salivar baixo. Isto
compromete a auto-limpeza favorecendo a formação da saburra lingual e
possibilitando a manifestação da halitose.
E se o problema não for bucal como se dará o tratamento de halitose?
Se a causa identificada for outra que
não a odontológica, o especialista encaminhará o paciente a um médico
pertinente. É de fundamental importância essa integração entre as áreas médicas,
paramédicas e odontológicas. Grande parte do insucesso nos tratamentos de
halitose ocorre justamente pelo não conhecimento abrangente dos fatores causais
da halitose.
Todas as pessoas têm mau hálito?
Se considerássemos o mau hálito
desagradável ao acordar, praticamente 100% da população seria portadora de
halitose. Por isso, o mau hálito da manhã é considerado fisiológico. Ele
acontece devido à leve hipoglicemia, à redução do fluxo salivar para
virtualmente zero durante o sono e ao aumento da flora bacteriana anaeróbia
proteolítica. São os compostos sulfurados voláteis, conhecidos abreviadamente
por CSV. Após a higiene dos dentes (com fio dental e escova), da língua (com
limpador lingual) e após a primeira refeição (café da manhã), a halitose
matinal deve desaparecer. Caso isso não aconteça, podemos considerar que o
indivíduo tem mau hálito e que este precisa ser investigado o diagnostico para
o tratamento de halitose...
É possível que eu tenha mau hálito e não saiba disso?
Sim. As pessoas que têm um mau hálito
constante, por fadiga olfatória, não percebem seu próprio hálito. Somente as
pessoas que têm períodos de halitose e períodos de normalidade conseguem
percebê-lo.
Como eu posso saber se tenho ou não mau hálito?
A maneira mais simples de identificá-lo
é pedir a um familiar ou a um amigo de confiança que faça essa avaliação para
você. Caso você identifique o problema ou caso você se sinta constrangido a
pedir a alguém que o avalie, pode procurar um dentista para que este possa
ajudá-lo no diagnóstico e no tratamento da halitose. Atualmente, e cada vez
mais, existem dentistas interessados no assunto, e muitos deles até já dispõem
de um aparelho para medir e avaliar seu potencial de halitose.
Então,
dá para se medir o hálito e descobrir se realmente necessito de Tratamento de
halitose?
Sim, atualmente existe à disposição
dos profissionais interessados aparelhos como o Oral Croma e Halimeter, que é
capaz de medir compostos sulfurados voláteis e que serve para orientar quanto à
gravidade da halitose e quanto à melhora e à cura durante o tratamento. Também
é útil para demonstrar claramente para certos pacientes que eles não possuem
nenhum cheiro desagradável na boca, quando este é o caso. Certos pacientes
halitofóbicos ficam muito apreensivos, com medo de terem halitose e
desconhecerem o fato.
Qual a causa do mau hálito?
É muito bom que se diga que os casos
de halitose não podem ser explicados por um único mecanismo. Existem casos de
halitose tanto por razões fisiológicas (que requerem apenas orientação) como
por razões patológicas (que requerem tratamento); por razões locais (feridas
cirúrgicas, cárie, doença periodontal etc.) ou sistêmicas (diabetes, uremia,
prisão de ventre etc.). Por isso, pode-se concluir que todas as possíveis
causas devem ser investigadas e que o tratamento será direcionado de acordo com
a causa identificada. No entanto, 96% ou mais dos casos de halitose se devem à
presença de saburra lingual e, assim, devem ser tratados.
Se a saburra é formada microrganismos, o mau hálito é contagioso?
Não. A saburra somente se forma em
pessoas com predisposição à sua formação. Por isso, é muito comum observarmos
casais em que apenas um dos parceiros apresenta hálito muito desagradável, a
ponto de incomodar o outro.
Como se livrar da saburra e do mau hálito?
Existem pelo menos 3 abordagens:
1. Remoção mecânica da saburra por
meio de limpadores linguais. Existem vários modelos de limpadores linguais
disponíveis no mercado americano; no Brasil, encontramos um limpador lingual
muito eficiente (modelo em forma de "V").
2. Manutenção da superfície lingual o
mais oxigenada possível, com o uso de oxidantes. Existem vários oxidantes no
mercado que podem ser úteis para esse fim; desde a água oxigenada (usada
diluída) até os de última geração (geralmente formulações com um componente
antimicrobiano e um oxidante potente).
3. Identificação da causa da redução
do fluxo salivar para que se possa estabelecer o tratamento de Halitose
adequado. As duas primeiras abordagens garantem um hálito agradável; porém,
exigem a manutenção desses cuidados. A terceira abordagem, uma vez realizada
com sucesso, garante resultados mais duradouros, sem a necessidade de
manutenção do uso de produtos para o controle de saburra, porque esse
procedimento corresponde à eliminação da causa primária.